31.7.08
Os Sonhos das Lagartas
As lagartas não podem acreditar na lenda das borboletas – tão antiga entre o seu rastejante e esforçado povo... mas sua felicidade consiste em relembrar, às vezes, o absurdo e maravilha desse velho sonho: o de se transformarem, um dia, em borboletas. Lili Inventa o Mundo - Mario Quintana
27.7.08
Alto. Altíssimo.
Escrevendo o post abaixo, lembrei-me de uma história muito engraçada. Um evento ia ocorrer em comemoração a um novo Programa do governo federal, a ser lançado na ONG em que eu trabalhava, no Complexo da Maré. E contaríamos com a presença de ministros, para os quais seriam realizadas apresentações de grupos culturais. Contratamos, então, uma empresa para montagem do palco. Todavia, eles só poderiam fazer a montagem no domingo à noite. Ficamos – eu e o resto da equipe – aguardando a empresa. Qual não foi nossa surpresa quando o responsável técnico chegou lá completamente apavorado porque, à entrada da Vila do João, ele foi abordado pelos traficantes locais – fortemente armados – e sabatinado (com aquela delicadeza que só os bandidos sabem ter) a respeito de onde estava indo. Orlando era o nome deste rapaz. Alto, altíssimo. Chegou lá apavorado, implorando que o ajudássemos na hora de sua saída. Procurei tranqüilizá-lo, explicando que ele cometeu erros básicos, pois entrara com farol aceso, vidros fechados, enfim, coisas inadmissíveis naquele lugar àquela hora. Prometi a ele que o acompanharia até a saída e que ele se acalmasse. Ele não se acalmou. Repetia ad nauseam para que eu o acompanhasse, para que eu não o deixasse só, etc, etc... e eu, repetia, idem, que o acompanharia. Assim o fiz. Fui em meu carro à frente, “abrindo caminho” para ele e olhando o tempo todo pelo retrovisor, a fim de verificar seu estado. Alcançamos a saída da Av. Brasil por onde ele poderia, enfim, seguir "em segurança". Neste momento, quando emparelhamos os carros para nos despedir, Orlando falou:-“Me desculpe o medo. Obrigado por me proteger”. E partiu. Que situação estranha que eu volta e meia me encontro. Tendo que proteger estes homens altos. Altíssimos.
Eu Sou a Kathy Gannon.
" Kathy Gannon era muito conhecida e admirada pelo seu destemor. Certa vez, um guarda de fronteira do Talibã, tentando, sem sucesso, encontrar falhas imaginárias em seu passaporte para impedí-la de entrar no Afeganistão, ficou surpreso com a sua persistência.
- Você é forte – disse-lhe ele. – Temos uma palavra para definir uma pessoa como você: homem.
Kathy Gannon retrucou que não considerava isto um elogio". A Terceira Xícara de Chá - Greg Mortenson e David Oliver Relin, pág. 270.
11.7.08
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